O alumínio é um constituinte da crosta terrestre ( 8 a 14%), sendo naturalmente absorvido pelo organismo humano, mesmo que não haja contato direto com conhecidas fonte do metal, isto é, é incorporado à água e aos alimentos na lavoura, sendo assim, um poluente na cadeia biológica. Uma forma de alumínio, o silicato, está presente no ar e, rapidamente, atinge o cérebro via bulbo olfativo, quando aspirado.

O alumínio inibe o sistema de segundo mensageiro, causando disfunção neuronal e morte celular. Também inibe a incorporação do inositol para fosfolipídeos. O alumínio compete com o Fe2+, ligando-se ao ácido silícico, formando aluminosilicato. O alumino silicato não se forma no espaço extracelular, porque  o metal está fortemente ligado a transferrina, e nem no espaço intracelular, no qual a ligação com o fosfato é favorecida, todavia forma-se-á no meio com pH aumentado. Esses silicatos podem ser um agente causal importante na geração de radicais livres e consequente dano neuronal. A enzima carreadora de ferro no plasma, a transferrina, também transporta o alumínio e surgem evidências de que Al e Fe2+ apresentam sinergismo para causarem estresse oxidativo.

O alumínio compete com o Mg2+ por sítios no sistema biológico, inclusive pelo receptor N-metil-Daspartato (NMDA), relacionado à formação da menória, impedindo o bloqueio fisiológico do receptor por este metal, aumentando o influxo de Ca2+, favorecendo o estresse oxidativo com consequente neurodegeneração.  Na mitocôndria a presença de altas concentrações de alumínio pode reduzir a proporção ATP/ADP no sangue. O alumínio acumula-se nos  neurônios de aspecto emaranhado e existem evidências da presença do alumínio em quantidades até seis vezes maiores nos cérebros de pacientes com DA do que em grupos controles.O alumínio aumenta a colinesterase, enzima que degreda a acetilcolina. Além disso, pode aumentar a agregação da proteína tau.Segundo o Dr. Hélion Póvoa (comunicação pessoal), a sensibilidade de um endivíduo para  absorver mais ou menos alumínio dependerá de sua permeabilidade intestinal.

Antes do século XX, o alumínio não era utilizado em nenhum alimento ou composto farmacêutico, no entanto hoje é largamente utilizado nas indústrias de cosméticos, perfume, desodorante, farmacêutica, na lixiviação de produtos domésticos e pelas companhias de abastecimento de àgua para beneficiamento.È utilizado no processo de refino dos alimentos como aditivo alimentar na forma de Na-AI-PO3 e Na-AI-SO3. Vários utensílios domésticos são produzidos em alumínio: panelas, latas, papéis laminados, embalagem longa vida, vidro etc. Recentemente, foi avaliada a relação entre a concentração de alumínio na água potável da cidade de Toronto, Canadá e a Doença de Alzheimer confirmada por critérios estritamente neuropatológicos (18). Foi estimado um aumento de 2,5 vezes mais casos de DA, nas residências que recebiam maior concentração de alumínio na água. Em Toronto, 19% da população é exposta a uma concentração maior ou igual a 100 micrograma/L. Baseada no risco relativo estimado, isso ocupa uma fração de 0.23 nos fatores etiológicos para a doença.


Prática Ortomolecular.Uma Abordagem Por Casos Clínicos

Dr. Artur Lemos